sábado, 12 de março de 2011

Fim-de-semana

Este fim-de-semana vem mais cedo.
Hoje à noite não vou trabalhar, vou-me divertir.
Um bom fim-de-semana a quem aqui passar!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mesa curiosa



Se a ideia é levar a natureza, tanto para casa, como para as horas de maior prazer, então a Emily Wettstein conseguiu.
Adorei a ideia, não me importava nada de ter uma mesa destas numa futura casa. Penso que, em certas alturas esta mesa, provavelmente, será pouco funcional.
Numa altura em que haja muita gente, onde vou colocar os travessas de comida? Ou o cesto do pão?
Talvez tenha que nessa altura convidar a autora para uma mesa de suporte a condizer!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Uma sitação utópica

Há tempos li num livro a seguinte frase:

Retomando os ideais da utopia socialista dos princípios do século XX, Tony Garnier acreditava que a cidade fundionalmente organizada e qualificada que removeria a justiça social e, como tal, a sua proposta não incluía esquadra de polícia, tribunal ou igrejas.

Desta forma, e segundo esta ideia, a estrutura de uma cidade pode ser considerada numa das bases da formação de cada indivíduo. Com o stress que hoje em dia faz parte do nosso quotidiano, ora devido às responsabilidades que nos são atribuidas, passando pelas obrigações e indo para aquilo que é esperado de nós, é fundamental equilibrar todos estes afazeres com uma boa organização espacial de onde habitamos ou vivemos. É cada vez mais importante apostar numa urbanização adequada, equilibrada, e que cria uma relação amigável entre o território onde esta é inserida e a população que nela vive!

terça-feira, 8 de março de 2011

Com assuntos sérios não se brinca

José Sócrates discursava, em Viseu, sobre a sua moção política ao congresso do partido, quando uma dezena de jovens o interrompeu ": Chegou a hora de a geração à rasca falar, isto é pacífico, só queremos falar".
Os jovens acabaram por ser colocados na rua pela segurança. Sócrates analisou o caso "como um brincadeira de Carnaval" e os que estiveram envolvidos na iniciativa asseguraram que foram agredidos.
"Enquanto estávamos a ser empurrados e pontapeados, não tirei os olhos dele e estava com um sorriso de satisfação na cara", disse Paulo Agante, um dos jovens envolvidos, citado pelo Expresso.
O primeiro-ministro minimizou o incidente: "Somos um partido da tolerância, estamos no Carnaval e a verdade é que no Carnaval ninguém leva a mal".

Esta indiferença dos políticos perante a situação grave de desemprego é assustadora. Comparar a indignação dos jovens e o seu desespero por serem ouvidos, com partidas de Carnaval, é mesmo de lamentar.
A manisfestação não é um acto de brincadeira. Pelo que se vê no video, o que me parece é que a única pessoa que esteve ali a brincar foi mesmo o Sócrates.
É mesmo de lamentar esta indiferença deste senhor. E se assustos como este não tiram o sorriso estúpido da cara então, provavelmente não estará na profissão certa!

domingo, 6 de março de 2011

Um dia será a minha lei

Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Hoje estou completamente com ideias distantes da mensagem desta música. Hoje estou confusa, difusa e um tanto desorientada.
Pensamentos diversos passam-me pela cabeça sem introdução.
Sem direcção mas com sentido, desmancham-se com o pensamento seguinte.
Hoje, a tarde foi para a confusão da minha cabeça, amanhã nova página virá.
A marca ficará lá, mas a vida é isso mesmo, um livro marcado pelo tempo.
Por vezes dias complicados são necessários para amadurecer sentimentos, atitudes e podermos prosseguir.
A vida não é perfeita pois são de momentos imperfeitos que crescemos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Hoje deu-me para isto...

Ainda me lembro da última noite antes de vir para Évora.


Eu, com o cabelo comprido, um ar mais menina e um pouco mais gordinha, o meu irmão com um ar muito miúdo, a minha mãe com menos umas rugas e o meu afilhado muito, mas muito mais pequeno e com muito mais bochechas.
Esta é a fotografia que marca a passagem do tempo deste que vim para Évora.
Não me lembro de estar receosa, lembro-me de estar ansiosa de viver o desconhecido que por aí vinha. Foi um jantar de despedida embora estivesse de volta logo na semana seguinte.
Hoje que olho para trás, e vejo no quanto de cabeça eu encarei a minha saída de casa.
O não recear o que por aí vinha, o à vontade para tudo o que me estava a acontecer e o querer dar esse passo sem pensar muito nas suas consequências, foi o que me levou a vir sozinha, sem conhecer ninguém para Évora.
Tinha ouvido falar nas tais praxes e na vida académica que esta cidade tinha. Pensava que o mês e meio de praxes não passava tudo de meros boatos e que os estudantes tinham mais que fazer do que aturar os mais novinhos durante tanto tempo.
O que é certo é que esse tempo aconteceu mesmo!




As praxes começaram em grande, os senhores estudantes sempre atrás de nós, com as suas ordens e maus feitios.
Sei que não fui um bicho que tenha dado muito trabalho. Fazia sempre aquilo que me pediam, cantava umas músicas, nunca faltava às chamadas e ficava tudo bem.
As saídas à noite eram uma constante. O Estado Líquido passou a ser a nossa terceira casa e assim continuaram as praxes. 
Durante esse mês e meio nunca estavamos sós. Ningué se conhecia, mas inconscientemente estavamos a conhecer-nos. Durante esse mês e meio a nossa turma esteve sempre junta, tanto nas aulas como nas borgas. 
Os trupes que saiam à noite eram sem dúvida uma realidade assustadora. A primeira que apanhei adorei, a segunda odiei. Ainda me lembro quando os senhores estudantes andavam à minha procura quando souberam que eu tinha saido de casa na noite proibida. Raivosos andaram à minha procura, mas sem exito. Com muita sorte minha não conseguiram apanhar-me. Sei que não iria ser muito agradável se isso acontecesse mas o facto é que não aconteceu e eu senti-me bastante aliviada quando me encontrei na minha cozinha a receber os telefonemos dos senhores estudantes.
Lembro-me das festas das espumas, dos karaokes e das tardes no Manel dos Potes.




A aula de praxes entretanto chegou. Dia que começou pouco agravável com umas mistelas que mais parecia comida de pássaro e um alhinho para que ninguém chegasse perto de nós.
Mais uma pasta verde para cima da cabeça e estavamos prontos a começar o dia.
A chuva e a lama que entretanto se gerou deram asas à imaginação para jogos sem fim.
Como este dia já foi para o final das praxes, apesar de ainda nos obrigarem a manter uma certa distância entre nós e os senhores estudantes, essa formalidade em algumas alturas não fazia sentido. Nesta altura, muita coisa já se tinha passado juntos.


Todos porcos, a minha família académica aqui se apresenta.


Tudo está bem quando acaba bem.
E foi assim que aconteceu nas minhas praxes. Estas acabaram com uma surpresa prepara pelos senhores estudantes. Chouriços, pão, guitarras, convivio e uma fogueira deram vida aos cromeleques de Évora.
Protegidos pelo frio, a noite virou dia e com caras ensonadas, ali, deixámos de ser bichos para estudantes vir a ser.
Ainda a restabelecer de toda a agitação de ser bicho da Universidade de Évora, logo veio outra surpresa:


O testemunho do meu curso, aquele objecto que tem vindo a passar de ano após ano deste de pelo menos de 1987, estava aqui em casa!
Depois de começarmos o ano a viajar, estas foram uma constante nas nossas vidas. Fosse Verão ou Inverno, o que interessava era o convivio e estarmos juntos. Assim, surgiram vários destinos: 
Alhambra


Sevilha

Monsaraz



Porto
Estando eu no curso de Arquitectura Paisagista, as noitadas para a disciplina de projecto também se fizeram sentir. Igualmente juntos, o quartel foi nessa altura a nossa primeira casa.
É tão bom recordar aquelas horas críticas onde a parvoice reinava e onde naquele momento era o descanço geral. Estes momentos normalmente chegavam por volta das 5h da manhã e duravam cerca de 15 minutos. As mesas eram o palco, o que viesse à mão era o microfone e a cantoria estava feita. Ali cantava-se tudo menos coisas decentes. Era a coreografia da Floribela, era o Justin com a sua dançarina, era tudo aquilo que nos apetecesse. Aquele momento era apenas nosso. Aquele momento reinava tudo menos o bom senso e a racionalidade.
Depois disso, o trabalho era a nossa visão , o nosso pensamento e todos os nossos gestos se concentravam nele.



Com o sentir da responsabilidade, chegou entretanto outra.
Aquela que se sentia fisicamente nos ombros e que até então não nos largou.
A noite em que pela primeira vez trajamos.



Tudo nesta noite brilhava, tudo nesta noite era novo.
Foi estranho ver-me vestida com algo que, até vir para Évora era impensavel comprar. Mas mal comecei a sentir o que se vivia nesta cidade como estudante, foi aquilo que eu mais quis adquirir e usar. Esta noite foi mais um passo. Aqui, mais uma vez estavamos juntos, mais uma vez estavamos a sentir juntos o nosso crescimento nesta universidade.
Como a vida não é para estar parada, do nada e sem aviso prévio, Coimbra foi o nosso destino:


"Hoje são as serenatas em coisa."
"Ah, está bem!"
"Vamos?"
"Vamos?"
"Vamos!"
E arrancamos!

Jantares semanais era aquilo que tinhamos como certo. Frequências a passar, stresses de projecto a aguentar, mas tudo se passava, tudo passava.
As Tunas eram a música que passavam nos nossos jantares e só elas fazima sentido que existissem ali.
Cantavam aquilo que estavamos a viver.

 

Com vocês percorri a Europa.
Nunca pensei em fazer um inter-rail, nunca pensei que o podesse fazer, nunca pensei que na minha vida isso podesse existir.
De entre inumeras sensações e visitas, de entre variadas culturas, vivemos com intensidade cada momento, cada oportunidade que a vida nos dava.






Depois desta grande viagem, chegamos a Évora e as boas vindas demos aos nossos bichinhos.
Aquele momento tão desejado, estava ali, mesmo à nossa mão.
Um grande nervosismos e o grande peso da responsabilidade estava diante nós.
Sabiamos aquilo que podiamos e o que não podiamos fazer. Sabiamos que à nossa frente estavam pessoas que pouco ou nada comeciam Évora e como tal, era esse o nosso foco. Fazer as apresentações, tanto do curso, como daquilo que se vivia e o mais importante, como a turma e a amizade são fundamentais para que possas vir a ser alguém na vida.


Olhando para esta fotorafia, vejo grande diferença. Os miúdos que nos apareceram há três anos atrás e as pessoas um pouco mais responsaveis que hoje se estão a tornar.
Deste essa altura que nos apercebemos que tivemos grande sorte nas pessoas que esse ano tinham entrado para Arquitectura Paisagista. Não é facil aguentar tanto tempo submetido a ordens e a telefonemas indesejados. Mas também sabemos, hoje, que menos tempo não faria sentido. Nesta fotografia não estou em erro se disser que ninguém é de Évora, logo, é importante o tempo de os obrigar a interagir como turma para que assim consigam manter-se nesta linda cidade. Aqui, nesta fotografia, estava a nascer uma grande família do qual cada qual pode contar uns com os outros.


Claro que a alua de praxes também existiu e, inspirados num desenho animado, fizemos dos nos bichinhos, animais de uma quinta.


Calhou-me na rifa duas Ritas, das quais adoro muito e admiro bastante.
Turma extremamente únida cedo se viu.
Responsaveis mais também sempre conhecendo o lado bom da vida, aproveitaram a vida académica de forma equilibrada.
Este ano foi a vez deles praxarem e claro, estava lá para ver!


Lindos de morrer, os nossos lapis estavam tão coloridos que se viam por toda a Évora.
Tal como era de esperar, a família cresceu:


Sou avó!

Olhando para este percurso, sinto um misto de sentimentos.
Sei que esta minha temporada por Évora está acabar, sei que o que sinto hoje é completamente diferente daquilo que sentia há um atrás e também sei que nada se perde, tudo se transforma.
Não desejava que o tempo voltasse atrás. Mas sinto saudades daquilo que vivi.
Sei que há coisas que irão passar mas que o sentido que tinham jamais voltaram a ter.
Sinto que o meu tempo em Évora está a acabar e com isso vem um vazio, vem uma perda.
Amei o tempo que estive em Évora, amei os amigos eternos que fiz e que graças a eles tornei-me aquilo que hoje sou.
Obrigada àqueles que me aturaram nos meus devaneios, tristezas e alegrias, na minha paz e stress.
Obrigada à pessoa mais importante da minha vida, que sem ela não poderia escrever aquilo que escrevi a tarde toda e que me proporcionou  a época mais feliz da minha vida! Que me deu a conhecer pessoas espetaculares e a viver momentos únicos.