domingo, 22 de fevereiro de 2015

Mais um filme


Hoje fui mais uma vez ao cinema. Estava na dúvida em ver o filme A teoria de tudo ou O jogo de imitação. Apesar de ter algumas dúvidas entre estes dois, a resposta foi rápida a surgir. Acabei por ir ver O jogo de imitação e, mesmo não tendo visto o outro filme, acho que fiz uma boa opção. Adorei o filme e, principalmente, adorei a representação feita por Benedict Cumberbatch, sem dúvida e sem críticas a colocar. Baseado numa história verídica, este filme remete-nos para a Segunda Guerra Mundial, na qual Alan Mathison Turing (1912-1954), criptoanalista, matemático e filósofo britânico, juntamente com a sua equipa foram fundamentais aos Aliados na descodificação do código Enigma, que os nazis utilizavam para comunicar secretamente os ataques futuros. Por muitos incompreendido, Alan Turing foi um elemento fundamental para descodificar o código alemão criando um dos primeiros computadores programáveis no laboratório nacional de física do Reino Unido. Com esta invenção bastante particular para a altura, estava já a abrir portas a uma das questões mais pertinentes da tecnologia da actualidade: a possibilidade teórica da inteligência artificial. 
Em paralelo à sua criação, Alan Turing passava por um tormento que acabou por culminar no fim precoce e injusto da sua carreira/vida. Ironicamente, Alan foi processado por atentado ao pudor, ou seja, foi condenado por ser homossexual, na época ilegal. A 8 de Junho de 1954, dois anos depois de iniciar um tratamento de injecções de hormonas femininas que provocam castração química, que Alan preferiu à prisão, Turing foi encontrado morto na sua própria casa. 
Realizado pelo norueguês Morten Tyldum, um filme dramático sobre a vida de Alan Turing, o lendário génio da matemática que decifrou códigos nazis e que acabou perseguido pela sua orientação sexual. O elenco conta com os actores Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode e Mark Strong, entre outros.

Já em 2009, depois de uma campanha liderada por John Graham-Cumming, o primeiro-ministro Gordon Brown fez um pedido oficial de desculpas público em nome do Governo britânico, devido à maneira pela qual Alan Turing foi tratado. Finalmente, a 24 de Dezembro de 2013, o matemático recebeu o perdão da Rainha Isabel II.

Como já referi, Alan Turing foi encontrado morto na sua própria casa e na qual, segundo exames depois realizados, as causas da sua morte foram por envenenamento por cianeto. Perto do seu corpo foi encontrado uma maçã, estando meio comida, ao lado da sua cama. Embora este fruto não tenha sido testado, especula-se que tenha sido o veículo para o seu envenenamento.
Nos dias de hoje, e no nosso dia-a-dia, onde podemos ver uma maçã trincada?
Por ter sido um homem importante na história das tecnologias, tendo lançado as bases para o computador moderno, o logótipo na parte traseira dos iPhones ou dos Mac's trata-se de uma homenagem a Alan Turing. 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Música que me encanta #5

Eis um Cover da música de Ed Sheeran, Don't. Gosto da voz do cantor, mas isso não implica que também não goste desta versão cantada por Mia Rose.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A polémica dos sacos de plásticos

Muito se tem falado da nova cobrança que o governo impôs quando levamos um saco de plástico do supermercado, ou de outra loja qualquer. Dez cêntimos não é dois cêntimos, como já pagávamos anteriormente. A diferença de oito cêntimos faz com que os portugueses pensem duas vezes antes de pedirem um saco de plástico na caixa do supermercado para levar para casa.
Pedir dez cêntimos por um saco, não me escandaliza e penso que esta medida só peca por tardia. O saco de plástico é altamente poluente para o planeta e só assim, tocando na nossa própria carteira, é que conseguimos diminuir o número assustador de sacos consumidos anualmente. Talvez seja através desta medida que os sacos de pano voltem a fazer parte do dia-a-dia dos portugueses, quem sabe!
E falando dos sacos, esta semana, com a Revista Visão, o Ricardo Araújo Pereira fala-nos exactamente deste tema. De uma forma irónica e em tom de brincadeira, este humorista, escritor, jornalista, e mais qualquer coisa, descreve esta realidade fazendo uma analogia com a situação que hoje se vive em Portugal. Aqui vai o texto:

Cobrar dez cêntimos por cada saco de plástico, nos supermercados, talvez contribua para salvar o ambiente, mas a grande medida ecológica já tinha sido tomada: fazer com que os portugueses não tivessem dinheiro para comprar aquilo que depois se transporta no saco de plástico. É um facto comprovado que as pessoas usam muito menos sacos de plástico quando não têm o que pôr lá dentro. Ao longo dos últimos anos, os portugueses têm sido mesmo muito amigos do ambiente. Tendo em conta o seu poder de compra, conseguem ir às compras de pochete. E ainda sobra espaço.
Quem tenha acumulado sacos de plástico, no tempo em que eram gratuitos, possui agora uma pequena fortuna. Sacos que não valiam nada, de um dia para o outro passaram a valer algum dinheiro. Exactamente com as acções do BES, mas ao contrário.
Muitas pessoas afeiçoam-se a coisas como sacos de plástico e depois têm dificuldade em lidar com a perda. Uma medida que abale o regular usufruto dos sacos de plástico pode perturbar mais a vida destas pessoas do que um corte no salário. Refiro-me, por exemplo, às pessoas que guardam bugigangas em gavetas enquanto dizem, com uma certa volúpia, "isto pode dar jeito". Isto é alta sociologia, como o leitor bem sabe. Este tipo de pessoas existe mesmo, e há uma possibilidade grande de o leitor pertencer ao grupo. Eu, infelizmente, não pertenço - até porque sou um desses indivíduos que "nem para si é bom". Depois, apresentam-se-me situações em que me davam jeito certas coisas, mas infelizmente não tive o discernimento de, na altura própria, as guardar numa gaveta. Deve consolar-nos o facto de estas pessoas terem guardado tantos sacos, ao longo do tempo, que só terão de dar 10 cêntimos por um em 2025. Quando eu era pequeno, a minha avó levava o seu próprio saco para ir às compras. Creio que era uma prática comum: toda a gente levava o seu saco. A minha avó não lhe chamava saco, porque era de Viana do Castelo, e do Douro para cima os sacos mudam de género e passam a ser sacas. Regressamos agora ao tempo em que se vai de saco para o supermercado. Curiosamente, em alguns aspectos o mundo foi mudando de volta para aquilo que a minha avó achava que o mundo devia ser. Espero sinceramente que o mundo pare de fazer as vontades à minha avó. Se o mundo continuar a transformar-se naquilo que a minha avó gostaria que o mundo fosse, mais cedo ou mais tarde serei obrigado a levantar-me cedo. E a arranjar um emprego sério. Isto das sacas chega.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Boa notícia, é notícia boa!!


Há dias recebi uma boa notícia no Café. É daquelas novidades que nos enche o coração, que dá uma nova vida aqui à casa e que enche-nos de expectativas.
Se grande parte dos meus clientes que vêm ao Café são reformados, existe uma pequena parte que são jovens. Se há alguns meses atrás recebi a notícia que tinha falecido um dos clientes habituais da casa, a boa notícia desta vez, é que uma das clientes habituais vai ter o seu terceiro filho. Depois de ter uma menina e um menino que são autênticos cara de revista, agora vem aí outro. De tantas vezes que lhe disse para ter outro filho, pois com filhos tão lindos, era desperdício não irem para o terceiro, parece que o destino ouviu-me. Que venha mais um para animar a casa e fazer desta praceta, uma praceta recheada de caras bonitas.

A diferença que faz uma simples vírgula



A escrita que não espera, nem para colocar uma vírgula tem vindo, cada vez mais, a ganhar mais espaço em relação à escrita pausada, com um único sentido e sem dar grande espaço a erros de interpretação por parte da pessoa que vai ler a mensagem (texto).
Quem é que já não escreveu uma mensagem, por mais curta que seja, sem pontuação? Só pelo simples facto de não voltar atrás ou porque julgamos que assim está simples e que a outra pessoa vai entender, sem ter que colocarmos um assento ou uma vírgula.
Devido à importância da pontuação, especialmente a vírgula onde muitas vezes é mal colocada ou esquecida mesmo, a Associação Brasileira de Imprensa lançou uma campanha no ano que comemora os seus 100 anos, dedicada à vírgula. Assim sendo, publicou vários exemplos nos quais a vírgula é fundamental à compreensão da mensagem:

Vírgula pode ser uma pausa... ou não
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Afinal, é bom sempre haver uma vírgula, de possível, no sítio certo!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Uma mensagem para a sociedade

A legenda não está fiel, mas a mensagem que o vídeo tenciona transmitir, essa sim, está lá toda, e percebe-se muito bem.
O exemplo vem dos mais velhos, mas são as atitudes dos mais pequenos que nos sensibiliza mais e nos faz pensar que realmente eles conhecem a palavra respeito pelo outro. Conhecem-na mais do que certos adultos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Seguidora da famosa Nutella, tinha que fazer um post desta triste notícia


Enquanto festejávamos o Dia dos Namorados, alguém muito importante para o mundo dos gulosos estava a partir desta vida. 
Seguidora da famosa Nutella, tinha que fazer um post desta triste notícia. 
O empresário Michele Ferrero, partiu aos 89 anos vitima de ataca cardíaco, deixando um império super, hiper, mega guloso de nome Ferrero, criada em 1942 em Itália. "Pai" da Nutella, Ferrero Rocher, Kinder's, entre outros, fez com que estes chocolates ganhassem fama e asas, estando nos dias de hoje em 53 países, dando trabalho a 34 mil funcionários distribuídos por 20 empresas de produção e 9 propriedades rurais para a produção dos itens que compõem os produtos Ferrero.
A Nutella e respectivas guloseimas estão de luto, mas espero que isso não implique mudanças de políticas ou de receitas, eu sou fã e não tenciono deixar de o ser!