sexta-feira, 22 de maio de 2015

Um belo ponto de interrogação


Muitas decisões já tomei na vida. 
Muitos caminhos fiz. 
Alguns caminhos deixei para trás. 
Outros caminhos ainda estou para percorrer. 
A minha vida foi orientada segundo escolhas, olhares, observações que naquele momento me fizeram ver que, aquele caminho, era a melhor escolha.
De escolha para escolha, neste momento estou à frente de um café que, de dia para dia, tem dado os seus frutos. Entre bons e maus momentos, foi esta a escolha que fiz e, até agora, estou satisfeita. Não que seja a minha ambição de vida, mas será, com toda a certeza, um ponto de arranque para algo maior.
Sempre fui uma pessoa muito certa daquilo que queria, entre pontos finais ao arranque de uma nova etapa, sempre levei a vida agarrando as oportunidade que esta me dava. Não sou, nem nunca fui, de me banhar em questões que comecem por "E se". Penso, escolho e vou em frente. 
Mas a vida nem sempre é assim tão recta, tão instintiva. Há momentos que exigem de nós um comportamento que nem nós próprios sabemos dar, mas que temos que o dar, doer o que doer, não podemos fugir. São nestes momentos que gostava de ter a chave indicadora da felicidade. Não que me arrependa do caminho feito até aqui, mas por haver decisões importantes que, neste momento, não sei dar resposta.  
Gostava de ter a certeza da resposta da felicidade neste preciso momento.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Pelos "Trilhos" de Portugal

Este fim-de-semana foi reservado a mais uma visita por este Portugal. Desta vez foi a localidade do Gavião, perto de Portalegre.
E porquê Gavião? Por uma sugestão de um vídeo que corre a internet. O grupo das visitas gostou das paisagens e marcamos uma visita. 
Sem dúvida que é um local que não desilude. O verde, o rio que corre por entre as montanhas, o Castelo que se vê em cada esquina... Tudo parece estar em harmonia.
A única coisa que não fez parte desta tranquilidade foram as carraças que, ao longo do caminho foram ficando em nós, pois não nos lembramos que o mês de Maio é o mês deste bicho horroroso.




Já na viagem de regresso a casa, resolvemos visitar o Castelo de Almourol também ele digno de uma visita.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Realmente tudo vem e vai com a idade

Durante a minha adolescência entre as minhas loucuras e devaneios, os brincos e piercings fizeram parte do meu imaginário e da minha realidade. Furos nas orelhas, só custou a convencer a minha mãe a fazer o terceiro (penso que  o tempo que demorou a convencer a minha mãe a fazê-lo tenha sido um ano), os restantes furos foram feitos em saídas. No caso dos piercings, ou no umbigo, ou no lábio, ou noutro lugar qualquer... esses nunca foram autorizados. Olhando para trás, penso que quando tiver filhos ou filhas, a minha posição perante estes devaneios juvenis vai ser idêntica à da minha mãe. Este tipo de coisas fazem parte da idade, e o facto de fazer estas coisas, principalmente na cara, pode comprometer a nossa imagem e até fazer com que nos faça arrepender no futuro.
Com 20 anos já tinha sete furos distribuídos nas duas orelhas. Sempre me orgulhei de todos eles, sempre tive muito cuidado com eles. 
Há uma semana atrás, sem perceber muito bem as razões que me levaram a fazê-lo, retirei dois deles ficando com 5. 
Não sei se está relacionado com o facto de estar mais velha e tantos brincos não ficarem bem ou se já não me revejo com tantos brincos, o que é certo é que senti essa necessidade de retirar estes dois.
Ficaram as marcas, não sei se para sempre ou não, mas a marca dos meus devaneios de adolescente ficaram presentes nas duas orelhas.


sábado, 25 de abril de 2015

Um lugar, um pensamento, uma questão...



Se o amor fosse o dos livros, acreditavas? Se o segredo desvendado fosse tudo o que era preciso, agarravas? Se não houvesse mágoa, rancor, se fossemos só de força e verdade, de respeito, certeza, bondade, pousavas a mão? Se os lugares bons das histórias fossem tudo o que ficava do caminho, se o princípio inocente e desprendido fosse eterno, todos os dias, de manhã, o primeiro lugar onde se acorda, de corpo perto, olhavas de frente? Se o mundo a gritar fosse mudo, e nós surdos também, confiavas? Sei de sitio em segredo onde as histórias começam. Longe da desilusão há lugares que nos guardam. Longe do medo há lugares onde nos guardamos, onde nos temos no nosso melhor, fotografados, como nos filmes. Se o amor fosse um sitio, um lugar, um quarto que sabíamos onde era, ias até lá? Se fosse um objecto pequeno, que coubesse na mão, uma pedra, um anel, uma semente, um livro antigo, uma carta? Se o amor fosse uma paisagem, um mar, um caminho, uma viagem, chegavas até ao fim? Se o fim não existisse, acreditavas? Se o amor fosse sempre uma página em branco, uma frase que se espreita, num livro, o silêncio da descoberta e um sorriso de chegada, olhavas para dentro? Se o amor fosse um beijo parado no tempo, um toque, uma canção, o passeio de um dedo num ombro nu, um sopro, uma dança, a parte quente dos corpos abraçados, a explosão... Se o amor nos falasse baixinho, como um amigo fiel, nos indicasse a direcção, nos acolhesse, nos abrisse os olhos, querias ouvir? Se o amor nos amasse, e fosse real? Se o amor fossemos nós também e eramos grandes e infinitos, mas humanos, mas fracos, mas feitos de perdão... Aceitavas? Sei de um sitio, em segredo, onde as histórias começam, e são eternas.

Texto de Tiago Bettencourt retirado daqui.


Se ontem era um lugar como tantos outros, de passagem rara e sem qualquer linha que me identificasse, hoje é um lugar que para sempre ficará no meu coração. 
Assim se cuida de um espaço familiar ou sentimental, que consideramos nosso mas que na realidade é público. Não sei se voltarei a ele, mas quando voltar, com toda a certeza, é lá que me sentirei bem. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Uma realidade


Há fotografias que nos tocam mais do que meia dúzia de palavras. Imagens reais, com um contexto triste e dramático e que muitas vezes, só nos deparamos com estas vidas quando as vemos na televisão ou no jornal. Mas, e infelizmente, a passagem de um país para o outro de forma clandestina é uma realidade constante e que acontece mais vezes do que aquelas que imaginamos.
Ao ver esta imagem aquilo que me pergunto é, "mas que raio de mundo em que vivo que permite que isto aconteça?", "mas que valores estamos a criar para permitir que este desespero seja algo constante?", "que crueldade, que desumano" ....