sábado, 12 de março de 2016

Trabalhar num Call Center


Há quem diga que os Call Center são o trabalho do futuro. Há mais empresas a recorrer a este tipo de serviços, a mão de obra não é cara e o trabalho aparece feito em grande escala, rápido e sem grandes chatices.
Trabalhar num Call Center significa, na sua grande maioria, estar constantemente a receber chamadas, escrever enquanto se ouve, ouvir o cliente enquanto temos o nosso chefe a falar atrás de nós, ter sempre o baralho de fundo das conversas alheias, ter sempre o tempo contado no intervalo, e por fim, e não menos importante, a exigência de cada chamada, ou seja, sermos educados mesmo que nos estejam a mandar para um sítio qualquer. 
Eu já estou na minha terceira experiência de Call Center.
A primeira foi em vendas, no qual éramos pressionados a vender, vender, vender. O lema era não mentir ao cliente mas poder omitir informação importante. Isso, para mim era o inferno. Impingir um produto com fidelização de dois anos a pessoas que mal tinham dinheiro para pôr comida na mesa era o inferno. Na altura fui transferida de campanha, pois num mês fiz o mesmo resultado que algumas pessoas faziam num dia. Nesse Call Center, quando me preparava para marcar as minhas primeiras férias foi despedida. 
Na segunda experiência foi para dar assistência às lojas.  Pareceu-me mais leve. Não percebendo o porquê, não passei na formação. Acho que nessa altura nem a própria formadora percebeu. Foi um mês de formação intensiva sem ver um cêntimo de remuneração. 
Na terceira experiência, a que estou actualmente, trabalho com empresas, fazendo agendamento de reuniões. Aqui tanto podemos levar com o bom humor dos patrões ou com a sua arrogância, há para todos os gostos. 
Aquilo que em todos os Call Center existe é a repetição do diálogo (se em quatro horas atendemos duzentas chamadas, significa que tivemos a mesma conversa duzentas vezes), a exigência do vocabulário e da informação que devemos transmitir ou omitir, e os minutos contados pelo sistema (quando chegamos, o tempo de intervalo e a hora de saida).
Para além disto tudo, temos que "aturar" as partidas do sistema, ou seja, quando nos chamam chatos por ser a quarta vez que ligamos naquela semana. E quem é que ouve por essa insistência ou esse engano do computador? Nós. 
Desde que conheço esta realidade tento ser mais simpática com as pessoas com quem falo. Quando me ligam duas e três vezes para a mesma coisa peço com calma para retirarem o meu número porque realmente aquela chamada não faz sentido. Tento sempre não ser rude ou antipática. Por vezes há pessoas que se esquecem que, aquela voz que está a fazer aquele trabalho de venda, questionário.... não é um computador. São pessoas como elas, que estão com uma pressão dos chefes em cima e que estão ali a tentar tirar o seu ordenado ao fim do mês.
Trabalhar num Call Center não é fácil, mas é melhor do que estar com o rabo no sofá sem fazer nada, há espera de dias melhores.

quarta-feira, 9 de março de 2016


Dia da Mulher


Vou tarde, mas é saudável termos a noção que nem tudo vem por acaso. Por vezes, aquilo que hoje felicitamos teve origem numa desgraça ou revolta que levou a várias perdas humanas.
Ontem celebrámos o Dia Internacional da Mulher. Muitos são os homens que se questionam porque é que existe o dia da mulher e não existe o dia do homem. Penso que a resposta está na própria origem deste dia.
Aconteceu em 1857 na fábrica Cotton em Nova Iorque onde teve origem um incêndio de origem criminosa que matou aproximadamente 130 mulheres por estas estarem em greve. A revolta deste acontecimento mundializou-se e a comemoração de um dia da Mulher trabalhadora generalizou-se pela quase totalidade dos países do Mundo. Com o passar dos tempos, ficou definido o dia 8 de Março a alargar-se a um dia pela igualdade dos direitos para as Mulheres. Em 1975 a ONU oficializou o dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.

domingo, 6 de março de 2016

Corrida das Lezírias 2016

Ora vai ora não vai. 
A ida para a Corrida das Lezírias esteve até à última hora para ser decidida. Depois da rasteira que o joelho me deu, na véspera da corrida, fico toda entupida. Olhos a lacrimejar e o nariz que só queria ver lenços de papel. Perante este cenário, tomei algo para estes sintomas, bebi um chá bem quente e enfiei-me na cama.
Hoje acordei bem melhor e pronta para os 15.5 km que tinha pela frente. Como não sabia se o meu joelho estava de todo em condições, preveni-me ao comprar umas caneleiras de compressão da Compressort. Já tinha ouvido falar das vantagens deste tipo de acessórios nas corridas e, perante o meu receio, resolvi experimentar. Estas caneleiras permitem um retorno venoso mais eficaz dos pés para o coração e a melhor oxigenação dos músculos, facilitando a recuperação durante o esforço. Por outro lado, reduz de forma significativa o movimento oscilatório dos músculos,  retardando a fadiga muscular, limitando por isso, o risco de ferimentos. 


Optei pelas caneleiras em vez das meias porque, segundo me explicaram, as meias são indicadas para a recuperação, ou seja, para depois da prova. Assim, com este apoio muscular, senti um pouco mais de confiança para encarar a distância prometida. 
Fui cedo, pois não conhecia o local da partida e também não sabia o espaço disponível para estacionar o carro. De facto,  o espaço perto da prova não é muito por isso, entre o haver lugar e o deixar de haver, demorou 15 minutos. 
A prova em si é bonita, sem grandes subidas ou dificuldades. Temos o contacto directo com a zona da lezíria e com toda a beleza inerente a ela. Ao longo da prova fomos vendo os cavaleiros, montados nos seus cavalos, vestidos com o traje típico desta zona (boina verde e o colete encarnado).


Fiz a prova calmamente, sem pressa de chegar. Não sei se foi devido às caneleiras, mas o certo é que pensei que iria ter mais dificuldades.
Distância: 15.7 km
Tempo: 1:36:18 s
Ritmo: 6.08 / km

sexta-feira, 4 de março de 2016

A prova está quase


Estive até esta semana a pensar se iria, ou não, à prova das Lezírias. São 15.50 km sem saber muito bem para que inclinação irei. 
Bom... Vou tentar não me entusiasmar com a prova e começar a acelerar o passo. Vou devagar, porque com toda a certeza, tempo, não me irá faltar.
'Bora lá!

quinta-feira, 3 de março de 2016

Mudança no plural

Adoro esta publicidade:


Entre este e o último post publicado, muita coisa tem vindo a acontecer na minha vida. 
Este ano de 2016 arrancou calmo mas ao mesmo tempo cheio de pontos de interrogação. Sabia que iria ser um ano de mudança embora não tivesse noção que essa mudança iria estar escrita no plural tão rapidamente.
Comecei o ano com um objectivo a nível desportivo, 15.50 km para dia 6 de Março.  Entretanto detectei líquido no joelhos, que me obrigou a parar de correr e isso, por sua vez, levou a pôr em dúvida a corrida. 
Entre suplementos e reforço muscular, não parei de treinar. Ontem fui a uma especialista que teve uma hora de volta dos meus joelhos (e os pôs até hoje duridos). Disse que eu tinha um problema muito comum entre corredores, o chamado "pata de ganso". Esta designação consiste numa inflamação dos tendões na zona interna do joelho, que pode ser facilmente tratado com fortalecimento da parte interna da perna, gluteos e quadril. No entanto, não era nada de grave o que me permite ir à corrida do dia 6.
Entre as horas que passo no ginásio, a corrida apenas teve parada umas semanas, o que me fez reduzir, e muito, a frequência e as distâncias percorridas. 

Hoje foi a última corrida antes da prova.
Última corrida, não último treino.
Distância: 8.40 km
Tempo: 55:36 min
Ritmo: 6.36/km


Sinto-me com força para esta prova, embora tenha receios. Se a última que fiz, era a primeira de 10 km, esta é a primeira de 15.50 km. Sei que não vou fazer esta distância sem parar, mas quero dar o meu melhor e, acima de tudo, quero aproveitar e desfrutar da prova. Já ouvi dizer que é bonita, por isso vamos a ela.

No fim-de-semana passado fui conhecer um novo ambiente, novas coreografias, novas modalidades. Tive na apresentação das novas aulas dadas no Holmes Place. Foi um dia onde aproveitei para conhcer e fazer quatro aulas distintas.
Experimentei a aula Activate, com movimentos softs acompanhados de música. Logo de seguida veio a aula de Warrior, semelhante ao Bodycombat. Depois de almoço, conheci a aula de Mib, uma aula de 30 minutos onde se trabalha glúteos e pernas. Por fim, e para acabar cheia de energia, veio a aula de X-celerate, uma aula onde se reproduz os movimentos de corrida, logo, são 45 minutos cheios de dinâmica, tanto pelos movimentos, como pela interacção das pessoas que estão na sala.


Falta falar da alteração que, a nível profissional, houve na minha vida.
A 27 de Janeiro comecei a trabalhar, a part-time, numa cafetaria em Lisboa. Trabalho nocturno com folgas rotativas. Ao princípio foi complicado. Estar em contacto com pessoas frustradas com o trabalho que têm, não é fácil. Mas lá se foi levando. 
Ontem dei mais um passo, passei na formação para um call center, também a part-time, que me ocupa a parte da manhã, deixando-me livre os fins-de-semana. Com a grande possibilidade de me aumentarem a carga horária, os dias na cafetaria já estão contados. 
Entretanto, e porque a mudança está no plural, amanhã espera-me uma nova entrevista. 
Torçam os dedinhos por mim, porque esta, se conseguir, vai valer a pena!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Mais uma corrida


Estou em modo desportista. Estou a sorrir. Logo, hoje foi dia de corrida. Parece estranho esta conjugação, corrida e sorriso, mas, tendo em conta os benefícios e a sensação que este desporto trás, o sorriso faz mesmo parte do processo.
Distância: 6.80 km
Tempo: 42:35 min
Ritmo: 6.12 /km
Obviamente que já fiz melhores tempos, mas neste momento não posso abusar. Neste momento é tentar não pensar nas distâncias já percorridas mas sim, naquela que estou a fazer e na próxima que poderei vir a fazer.
Claro que, também me lembro da corrida que tenho entre mãos (6 de Março espera-me 15.50 km). Ainda não sei se a vou fazer. Tenho muita pena se não conseguir, mas para mim, a esperança é a última a morrer. Para que não morra, vou tentar treinar de forma racional para que tudo corra bem até essa data.