quarta-feira, 20 de maio de 2009

Um futuro


Há alturas na vida que nos deparamos com dificuldades impostas por outras identidades que estão directamente ligadas com o nosso quotidiano. Não as crítico por isso, até porque estão a fazer o seu trabalho. Também não tenho nada contra até porque foi graças a elas que descobri o que quero fazer do meu futuro.
Estou num curso onde a cadeira com maior valor e maior respeito é projecto, uma disciplina que avalia a nossa criatividade para projectar espaços exteriores. Estou no segundo ano dessa disciplina e cheguei à conclusão que não tenho muito jeito, infelizmente.
Com esta realidade resolvi reflectir no que queria seguir, no que ocupar os meus dias quando saísse da universidade.
Com algumas aulas no intervalo deste pensamento cheguei a uma conclusão que quero servir e preservar os sistemas dunares.

Estes sistemas, como muita gente tem vindo a aperceber-se, devido às sucessivas invasões do mar sobre a placa terrestre as dunas têm adquirido um valor cada vez mais importante no seu papel de protecção. Aquele acontecimento está a adquirir níveis assustadores já que está no leque das consequências directas do aquecimento global.
As dunas são estruturas móveis resultantes da acumulação de areias transportadas pelo vento, nas quais as plantas têm um papel fundamental no seu processo de formação.
Muitos trabalhos têm vindo a ser realizados para a preservação das dunas: desde a construção de passadiços para que as pessoas quando se dirigem para as praias possam passar em carreiros definidos evitando assim o pisoteio aleatório pela duna, a instalação de plantas autóctones ajudando à fixação das areias transportadas pelo vento e pelo mar, a segurança destes sistemas evitando a presença de veículos motorizados nestas áreas...


É esta missão que quero ter na minha vida: Preservar o sistema dunar mantendo saudável a paisagem costeira de um país.

1 comentário:

PP disse...

Parece-me muito bem a opção, não sei poderás intervir no ordenamento da orla maritima...mas gostaria de deixar de ver as barracas que nascem como cogumelos á beira mar, já chega a natureza a fazer o seu papel por acção da erosão.