quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Neblina


Naquelas noites sombrias, uma neblina é rasgada por um corpo pesado.
Mochila em punho e segue o seu rumo. Um rumo desconhecido onde os próprios passos apenas conhecem a calçada que pisam.
Ninguém testemunha o acto e o corpo continua a sua caminhada.
Chega por fim ao seu destino e nele caiem pesos. Pesos físicos? Também.
Pesos que lhe ocupam os membros, os sentimentos e a alma. Algo não lhe deixa relaxar e sentir a sua cabeça leve.
Ninguém está com ele naquele momento o que até sabe bem.
Acende um cigarro fumando-o de penalti. Enche um copo e bebe-o como quem saboreia a vida.
Senta-se, tira o casaco e abre o computador...

1 comentário:

Sara Almeida disse...

"De regresso

à rotina..
ao normal...
a mim...

Caminho com os olhos no chão...
estou finalmente de regresso a casa...
e apesar de la ter ido dormir todos estes dias...
a entrada hoje é diferente...

Nas ruas estreitas os meus pés arrastam-se
a minha casa já tão perto..
ali mesmo à frente..
e os meus pés devagar, mal se levantam...
os olhos pesam-me..

sinto as pessoas que passam pensarem qualquer coisa como "esta não tem pressa nenhuma para nada"
não tenho?

não tive?


o meu único desejo..chegar a casa...
e ser recebida com um beijo e um abraço onde fico...

quieta...

calada...

adormeço...

como é bom estar de volta..."


Este texto foi o meu post depois das semanas em que trabalhámos para os Leões, após as duas directas seguidas, os treinos, e o tempo que não esticava...

Parece que não...
mas é quando estamos mais vulneráveis que nos saem as melhores ideias...
ou então é só comigo..não sei!

para lutar contra o cansaço estamos cá nos todos...juntos e unidos...sempre*

gostar de voces continua a parecer tão pouco*