quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Hoje fui até à praia


Era ainda de manhã quando saí de casa. 
O sol, por entre as nuvens, temia aparecer.
Na praia era apenas eu, a minha bicicleta e algumas aves que ali andavam à procura de comida.
O vento desequilibrava a bicicleta enquanto batia na minha cara deixando-a gelada.
Desejava sentir o vento, desejava sentir a minha pele a ficar mais fria, a mudar de temperatura.
A praia estava deserta de pessoas e isso até me fez sentir bem. Contemplar a paisagem onde só eu, apenas eu a vi-a. 
A água estava agitada, batia com força nas rochas e foi este movimento, esta sonoridade, que me acompanhou durante a minha passagem. 

As ruas de Lomma denunciam a época em que estamos, luzes, muitos pinheiros plantados nos passeios e enfeites nas janelas das casas, dão novo brilho, novo ar e uma nova cor à localidade onde vivo. Passo por atalhos, pouco vou ao centro na minha rotina. Mas hoje foi diferente, hoje fui ver a vida que há no centro. Gostei da diferença, gostei de ver a beleza que esta época tem e como ela nos faz sentir, gostei de ver a preocupação das pessoas em ter presente a época natalícia dentro, como fora de casa.

Encontro-me em casa, a contemplar a paisagem de sempre.
O sol vai e vem, a Internet vai e vem e o vento agita a vegetação lá fora.
Sem querer, tudo agita à minha volta, excepto eu que, sentada na cadeira, escrevo cada palavra, cada pensamento com calma e paciência, dando assim vida e continuidade ao trabalho final. 
A temperatura dentro de casa é constante. Sabe bem sentir-me quente ao olhar pela janela e saber o frio gelado que está lá fora.
Sabe bem sair, mas sabe ainda melhor voltar a casa e sentir a temperatura voltar ao seu estado favorável.

Sem comentários: